sábado, 26 de dezembro de 2009

RIBEIRA - 416

- CARLOS GALHARDO -


Ontem, eu estava a ouvir músicas quando me deparei com um êxito de tempos atrás, gravação de Carlhos Galhardo: "Pecado Original". Um virtual samba, sem nem aqueles arranjos musicais imponentes e somente brilhava a voz do cantor. Para o Rei da Valsa, cantar um samba, no meu tempo, era algo impressionante. Porém Carlos Galhardo não perdeu o tom e, com sua voz suave, mostrou naquela melodia o que era ser um cantor. Intérprete brasileiro, nascido em Buenos Ayres, Argentina, um dos cantores que mais vendeu discos em sua época, gravou cerca de 570 músicas, e chegou a ser conhecido como o Rei da Valsa no disco e O Cantor que dispensa Adjetivos no rádio. Filho de italianos, Pedro Gaugliardi e Savéria Novelli, teve três irmãos, dois nascidos na Itália, uma nascida no Rio de Janeiro. Dois meses depois de seu nascimento, a família mudou-se para São Paulo e logo após, com um ano de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Carlos Galhardo ingressou em uma escola pública (1921) onde cursou o primário e aos 8 anos, ficou órfão de mãe e seu pai deixou-o com um parente no bairro do Estácio, para aprender o ofício de alfaiate. Apesar de não gostar do ofício, Carlos Galhardo, aos 15 anos já era um profissional e abandonou os estudos para se dedicar à profissão. Aos 16 anos de idade, empregou-se em uma churataria, voltando pouco depois a seu ofício de alfaiate, passou por várias alfaiatarias do Rio e, numa delas, trabalhou com Salvador Grimaldi, alfaiate e barítono com quem costumava ensaiar duetos de ópera. O início de sua carreira profissional, entretanto, só se deu quando, em casa de um irmão (1933), conheceu Francisco Alves, Mário Reis, Lamartine Babo e Jonjoca. Na ocasião cantou a música "Deusa", do repertório de Francisco Alves e este gostou e aconselhou-o a tentar o rádio. Apresentado ao compositor Bororó através deste conseguiu uma oportunidade na Rádio Educadora, hoje Tamoio, e já no dia seguinte foi procurado por um representante da RCA Victor para um teste. Aprovado foi contratado pela gravadora Victor, inicialmente fazendo parte do coro que acompanhava as gravações. Gravou, então, o seu primeiro disco (1933). Conheceu o compositor Assis Valente, de quem gravou muitas músicas de sua autoria. Trabalhou ganhando cachê em várias emissoras de rádio e assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul. Estreou como cantor romântico com a valsa-canção "Cortina de Veludo", de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago e obteve grande sucesso. Transferiu-se para a Rádio Mayrink Veiga (1937) onde permaneceu por um período de 11 anos. Quando Francisco Alves deixou a Victor voltou e conseguiu registrar os seus maiores sucessos não deixando mais a gravadora até o final de sua carreira. Transferiu-se para a Rádio Nacional em 1948 onde permaneceu por quatro anos. Em 1952 foi a Portugal, apresentando-s neste país pelo período de um ano. Figurou ao lado de Francisco Alves, Orlando Silva e Sílvio Caldas, o quadro dos quatro grandes cantores da era do rádio. Seus fãs são fiéis e até hoje cultuam com carinho sua memória. Seu nome completo era Castelo Carlos Guagliardi e viveu entre 1913 e 1985, tendo morrido no Rio de Janeiro.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

RIBEIRA - 415

- JESUS MENINO -
Grande parte do que é conhecido sobre o nascimento de Jesus, sua vida e seus ensinamentos é contado pelos Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João pertencentes ao Novo Testamento da Bíblia. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus. Esses Evangelhos narram os fatos mais importantes da vida de Jesus. Os Atos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também citam fatos sobre Jesus. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo, que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta do ano 117; e nos de Suetônio, que escreveu por volta do ano 120. No entanto, é nos Evangelhos de Mateus e de Lucas que se tem melhores informações a respeito da infância de Jesus. Enquanto Mateus foi um dos doze apóstolos, Lucas teria empreendido uma pesquisa dos fatos que na sua época já eram relatados de modo que o seu Evangelho é o que mais contém informações a respeito da vida de Jesus na Terra, antes mesmo do seu nascimento.
Segundo o Evangelho de Lucas, o trabalho da vida de Jesus na Terra, fôra iniciado por João Batista, filho de Zacarias. Este era um sacerdote judeu que tinha por esposa a Isabel, a qual, por sua vez era membro do ramo mais próspero do mesmo grande grupo familiar ao qual também pertencia Maria, a mãe de Jesus. Zacarias e Isabel, embora estivessem casados há muitos anos fossem de idade avançada, não tinham filhos porque Isabel era estéril. O anjo Gabriel apareceu a direita do altar de incenso a Zacarias e anunciou que suas orações haviam sido ouvidas por Deus e Isabel daria à luz um filho que deveria ser chamado por João. E disse mais: contou que seria "grande diante do Senhor" e que teria a virtude de Elias: o grande profeta que os orvalhos e a chuva se submeteram a sua palavra, o grande profeta que ressuscitou o filho de uma viúva, o grande profeta que chamou o fogo de céu. Elias que teve sua maior jornada na luta contra os pecados do rei Acabe e da sua esposa Jezabel, promíscua e adoradora de Baal. Segundo Gabriel, João teria a virtude de Elias, como de fato procedeu contra Heródes e Herodias, e sendo respeitado entre os judeus.
Seis meses depois do início da gravidez de Isabel, Gabriel foi até Nazaré e saudou Maria, mulher prometida a José. Foi anunciada a virgem que daria à luz um filho e que deveria ser chamado de Jesus. Quando Maria perguntou como se daria tal coisa, pois era vírgem, Gabriel anunciou que seria uma concepção do Espírito Santo. Ela já estava comprometida em casamento com José e o noivado judaico era um compromisso tão sério que o noivo já se dizia marido e não podia desfazê-lo, senão por um repúdio e antes que tivessem tido qualquer envolvimento íntimo, se achou grávida pelo Espírito Santo. Segundo o Evangelho segundo Mateus, José, ao saber, qui´s deixá-la, achando que ela tinha tido outro homem, mas o anjo Gabriel apareceu a ele em sonho e lhe explicou o que estava acontecendo. Jesus naceu durante o reinado de Herodes, o Grande. Desde o século IV, os cristãos festejam o Natal, ou nascimento de Cristo, no dia 25 de dezembro. Esta foi uma adaptação das festas do deus Sol dos povos pagãos, adquirida pelos Romanos. A data real ainda é incerta.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

RIBEIRA - 414

- O PORTO -
No tempo que eu era jovem, costumava passear pelo porto de Natal, vendo, principalmente o rio Potengí e bem assim, os jovens que utilizavam as yoles de dois clubes existentes logo após o pier do cais para navegar dalí até a ponte de Igapó, perto do Cais da Marinha, no bairro Riffault bem mais conhecido por bairro Refole. Para mim, aquele era um lindissimo panorama, principalmente se estivesse fazendo sol. Os navios desembarcavam mercadorias, principalmente do norte do país, onde se via as toras de madeiras, muitas vezes caíndo ao lado direito da embarcação e seguindo rio à fora para serem recolhidas no Canto do Mangue pelos rapazes que arrastavam as pranchas para poder vender em um armazém existente no bairro. No porto, navios desembarcavam sacarias, as mais variadas, e embarcavam algodão, minérios, cera e outros produtos aqui desenvolvidos. Nesse tempo, não havia exportação de mangas, cajús, castanhas e até mesmo melão. No Estado ainda não havia o interesse nessa produção bem como o cimento explorado em Mossoró, atualmente. O que eu vislumbrava eram os homens pescadores de camarão, caranguejo e peixes pequenos, porque os peixes grandes, o movimento maior era no Canto do Mague, com os barcos chegando do alto mar. Do Porto, só me interesava olhar os botes que partiam do Cais Tavares de Lyra em direção à praia da Redinha. Alguns desses botes, de tanta gente que levava, se envergavam de tal modo que uma das partes encostava nas águas do rio, com a garotada aproveitando para estender as suas mãos numa forma capaz de divertimento. Às vezes, um bote, de tanto pessado com as suas cagas e gente, emborcava. Então, os homens caíam na água para socorrer mulheres e meninos e evitar que se afogassem nas tortuosas correntezas do rio. Em um tempo mais remoto, no ano de 1900, o Cais não existia como no tempo em que eu conhecí. As embarcações aportavam no meio da lama com umas tábuas para os passageiros desembarcar. Isso, foi do início do século XX. Depois, foi construido o cais que, com o tempo, passou a ser chamado "Tavares de Lyra". Antes era conhecido por Cais "Nove de Julho". Eu estava a ver todo esse panorama da ponta do Cais do Porto. Antes da construão do Porto de Natal, os navios ficavam esperando, calados, no meio do rio. Era uma esteira enorme de navios. Não, como em Santos (SP). Porém, eram muitos navios de cargas. Quando aportava um navio de passageiros, antes de ser construido o Porto, as pessoas desembarcavam e embarcavam através de canoas que traziam e levavam os passageiros. Logo após a construção do Porto, os Ita, - era o nome dado aos navios de passageiros -, tinham a preferencia de atracar.Se um navio de carga tivesse a desembarcar sua mercadoria, este navio suspendia o desembarque e seguia para o meio do rio para que o Ita aportasse. Tão logo os passageiros de terra embarcavam, o Ita saía dando lugar a embarcação de cargas que retomava o seu trabalho de desembarcar as mercadorias - ou embarcar também -.Do cais do Porto, eu também vislumbrava um aterro parecendo barro. Era a antiga Estação da Coroa, onde o trém fazia sua parada final, vindo do interior de Baixa Verde. Isso, foi antes do ano de 1916. Os passageiros desembarcavam e eram trasladados em barcos para o outro lado do rio, na Estação Ferroviária. Com o passar do tempo, a ativação da ponte de Igapó, em 1916, a estação da Coroa sucumbiu. Só restou a sua lembrança. O trêm trazia os passageiros de Baixa Verde até a Ribeira, em Natal. Quando não remoía a memoria, eu via passar pelas águas do rio as lanchas cheias de gente com destino à Redinha. Se uma lancha ia, a outra vinha trazendo os passageiros que do lado de cá da cidade faziam suas compras ou vendiam os seus produtos artesanais. Naqueles idos de 1952, era esse o panorama que eu tinha a vislumbrar da pedra do cais do Porto.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

RIBEIRA - 413

- DEPRESSÃO -
Pressão no trabalho aumenta casos de depressão. O trabalho pode provocar doenças. E a atual crise financeira aumenta a pressão no ambiente profissional, elevando o risco de depressão entre as pessoas. Quando o emprego se torna uma sobrecarga, não somente o corpo, mas também a alma adoece. Isso não é novidade. O novo, todavia, está no efeito que a crise financeira pode ter no ambiente de trabalho, aumentando a pressão sobre as pessoas e podendo gerar depressões. O exemplo mais crasso é o da companhia francesa de telecomunicações France Telécom. No último ano e meio, 25 funcionários da empresa se suicidaram. Em carta de despedida, alguns deles responsabilizaram a companhia por sua morte.
Também na Alemanha, o transtorno psiquico que atinge muitos empregados se acentuou. Nos últimos anos, um fabricante alemão de móveis sofreu perdas contínuas e, em consequência, cortou centenas de empregos. Com isso ainda nao foi suficiente para sanear economicamente a empresa, os empresários tiveram uma ideia bastante peculiar: mandaram seus quase 1,8 mil empregados competir pela própria existência. Até o final de 2012, os funcionários das quatro unidades de produção da Alemanha deverão mostrar o quanto são bons. A unidade que obtiver o pior resultado deverá ser fechada. Essa é apenas uma das muitas medidas de reestruturação em empresas de médio e grande porte com consequências graves para os empregados. O psicoterapeuta Reinhold Bianchi explica que pressões desse tipo fazem as pessoas se sentirem interiormente sobrecarregadas. A necessidade de ter continuidade, deve estar em paz e de se sentir pertencente ao ambiente de trabalho não é satisfeita. Ao mesmo tempo, aumentam a pressão, a demanda excessiva e a sobrecarga, pois os empregados querem fazer tudo para manter o emprego. Então a insatisfação e a tensão acabam sendo internalizadas.
Anualmente, o convênio de saúde AOK divulga um relatório de ausência no trabalho. Ele comprova que, nos últimos anos, apesar de estarem doentes, muitos alemães foram trabalhar - mesmo contra o conselho do médico. Como motivos, eles alegaram o medo de perder o emprego, o medo dos outros funcionários ou da grande quantidade de trabalho que deixaria de ser feita, caso eles não aparecessem. Ta pressão é perigosa. Ela pode provocar doenças crônicas e sérias.
Devido às constantes mudanças e reorganizações, ninguém mais sabe aonde se vai parar no dia seguinte. Além da pressão do tempo real, principalmente a falta de reconhecimento é um fator provocador de disturbios nos trabalhadores.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

RIBEIRA - 412

- PRESÉPIO -
Eu ainda me lembro de quando menino costumava passear pelas ruas próximas à Catedral da Apresentação vendo as casas onde tinham armados os seus presépios. Eram casas simples ou mesmo de gente rica. Todos faziam seus presépios nesse tempo de natal. E eu percorria as ruas Santo Antônio, Paço da Pátria, Vigário Bartolomeu e outras próximas ou distante da Igreja da Apresentação. Era cada qual o mais suntuoso dos presépios que me admirava sobejamente na minha idade de criança ou mesmo juvenil. Na rua Santo Antônio morava uma tia minha e era lá para onde eu ia ver de perto o seu presépio com a recomendação de não pegar nos santos que estavam exposto, bem como no menino-jesus, bem pequeno igual a uma criança recem nascida. Eu a tudo admirava até porque na minha casa, a minha mãe também armava o seu presépio, apesar de ser mais simples do que os que via pelas ruas da Cidade. As pessoas procuram dar o máximo de si para ter um presépio que representasse , na verdade, o que foi o ambiente onde Jesus nasceu, quando nasceu. Os presépios armados na Catedral e em outras Igrejas, como a do Bom Jesus, Santo Antônio ou de São Pedro eram igualmente suntuosos. Eu preferia ver de perto o presépio da Igreja da Catedral, onde tinha um anjinho, quieto, à frente de todos os outros personágens que agradecia quando alguem colocava uma moeda de dois mil reis ou dois reais no tempo de hoje. O anjinho balançava a sua cabeça, de forma moderada, como quem estava a agradecer aquele óbulo dado pelo fiel. Aquilo me entusiasmava só de poder ver o anjinho a agradecer o favor recebido. Os tempos se foram, mudaram as coisas, o comércio faz do natal uma forma de vender mais pelos "melhores" preços, mas eu não esqueço no meu antigo natal.
A palavra presépio tem o seu significado; Presépio significa curral, estábulo, lugar onde fica o gado. Os cristãos já comemoravam o nascimento do menino Jesus desde o século III, mas a tradição do presépio como é hoje originou-se no século XVI. Antes desta data o nascimento de Jesus era representado através de mosaicos no interior das Igrejas e dos têmplos no século VI. Só no século seguinte que foi construída a primeira gruta no Ocidente mais precisa em Roma.. Mas foi São Francisco que teve a idéia de esculpir imagens em barro para representar o nascimento de Jesus. Desde essa época os presépios começaram a fazer parte da decoração natalina. Hoje a árvore de natal, os hinos e o presépio são representações usadas pelo mundo como forma de celebrar o natal, todas as famílias tem o mesmo costume e a mesma tradição que vem passando de geração em geração por muitos anos. Algumas obras valem verdadeiras fortunas que artistas famosos deixaram, mas o seu verdadeiro valor está no coração das pessoas que acreditam em Deus e no nascimento do menino Jesus. O presépio não é apenas um enfeite de natal cristão, mas é a representação do que aconteceu a séculos atrás para que a humanidade fosse salva dos seus pecados. Por isso, para os cristãos o presépio é tão importante.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

RIBEIRA - 411

- CASA DE JESUS -
Escavações realizadas na área da Igreja da Anunciação, construida no tradicional local onde Maria soube que estava grávida do filho de Deus, revelaram a existência de uma casa da mesma época. A descoberta é considerada da maior importância, pois é a primeira residencia judia do então vilarejo de Nazaré, dos tempos do domínio romano, e corresponde à época em que, segundo a tradição, lá viviam Jesus e sua família. Conta-se que Jesus, quando criança, brincou nas ruas do vilarejo onde José tinha sua carpintaria. A fonte onde Maria ia buscar água existe até hoje. Os arqueólogos tiveram o cuidado de dizer que as ruinas permitirão um maior conhecimento sobre a vida dos habitantes judeus em Nazaré, na época. Não se tem a identidade dos residentes, mas a idade dos restos da casa descoberta é certa. Nazaré, hoje cidade israelense de maioria árabe, é venerada pelos cristãos por ter sido, pela tradição, a cidade de José, sobre cuja carpintaria foi construída a grande Basílica. Fica da Galiléia, região que Jesus percorria, onde ocorreram muitos dos seus milagres inclusive o de caminhar sobre as águas e a multiplicação dos peixes das águas do Lago da Galiléia. A casa compreende dois cômodos com um pátio e uma cisterna para coletar a água da chuva, além de um poço que poderia servir de refúgio; os arqueólogos calculam que ele teria sido construido como parte dos preparativos dos judeus para a Grande Revolta contra os romanos, entre os anos de 66 e 73 d.C. Também foram encontrados no local potesde argila, do tipo usado pelos moradores da Galiléia na época. A partir de poucas provas escritas disponíveis, entende-se que a Nazaré do primeiro século da era cristã era um pequeno vilarejo judeu construído em um vale e, até agora algumas poucas sepulturas da época de Jesus foram encontradas, porém nunca o resto de residências. Nazaré, hoje é a maior cidade árabe de Israel, com cerca de 65 mil habitantes. A importancia do lugar é, sobretudo por sua proximidade à gruta onde aconteceu a visita do anjo Gabriel à Virgem Maria. Um túnel bem pode ter ligado a gruta com o lugar em que foi descoberta a casa.
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domingo, 20 de dezembro de 2009

RIBEIRA - 410

- LILITH -
Lilith é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer do fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, chegando depois a ser descrita como o demônio. A imagem de Lilith, sob o nome de Lilitu, apareceu primeiramente representando uma cetegoria de espíritos do vendo na Suméria por volta de 3.000 anos antes da era cristã. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome Lilith por volta de 700 anos antes da era cristã. Ela é também associada a um demônio feminino (deusa) da noite na antiga Mesopotâmia. Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação como coruja. Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os espíritos do mal. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas. A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que viam Lilith como um símbolo de algo negativo. As lendas vampíricas sugiram daí a exemplo de Lilith ter 100 filhos por dia - os bordeis onde as mulheres hoje ficam, são uma forma de Lilith -, súcubas quando mulheres e íncubus quando homens, os simplesmente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. (O esperma é sangue). Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas. Mas uma vez possuido por um súcubos dificilmente um homem saía com vida.
Pensa-se que um relevo sumério represente Lilith; muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra e do prazer sexual. Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, "A mulher escarlate" - tão comum em bordeis, mulheres vestidas de vermelho -, um demônio que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.
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