quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 241

PALESTINA
Somos o povo dado em sacrifício pelas potências européias, somos o povo ofertado feito cordeiro para resolver o problema judaico, somos o problema palestino, os cinqüenta anos de holocausto, somos o povo que viu o seu País ser dividido, sua população expulsa, o povo que há 35 anos vive sob ocupação israelense, metade da sua população, em campos de refugiados miseráveis e a outra metade sob ocupação israelense. O povo que não tem o mínimo de dignidade, não tem água, não tem esgoto, não tem trabalho, viu a sua economia ser arrasada, viu as suas casas até hoje serem demolidas, as suas terras confiscadas, as suas crianças não podem ir à escola, um povo que cada vez mais o Estado de Israel tenta reduzir ao analfabetismo, um povo que não tem a liberdade de ir e vir. Para quem numa distância de cinco km pode representar 50 km, um povo que passa seis horas para chegar ao local de trabalho e que dista muitas vezes 20 minutos. Essa é a história do nosso povo. E, apesar de todo esse drama, de todo esse holocausto que vivemos, ainda somos chamados de terroristas. Não existe um povo terrorista, não existe um povo demônio. Quem diz isso, quem acredita que existe um povo assim é racista, não vê a realidade, não tem sensibilidade e não tem olhos para ver. Se Israel quiser a paz, pare de entrar nos territórios ocupados com seus tanques, com seus Apaches, F-16, pare de nos olhar de forma racista, como se fossemos uma subgente. Entrem. Os israelenses estão tão próximos das nossas casas e entram nas nossas aldeias para bombardear e demolir as nossas casas. Entrem com olhos de cientistas ou com olhos de seres humanos, entrem e olhem o que fizeram das nossas casas que vocês destruíram. O Estado de Israel destruiu janelas, portas, paredes. Nossas casas demolidas que se transformaram em cortiços e vejam. Qual é o ser humano que vive num cortiço, sem água, com um terço da sua população tendo problema de diarréia, de desnutrição comparáveis ao Congo e Zimbábue? Sem emprego, sem economia, perderam os seus bens. E, esperem olhos de amor, israelenses? Olhem os filmes dos nazistas e vejam como vocês estão iguais, senão até piores, porque o nosso holocausto dura mais de 50 anos. Pensem em vocês, como aqueles que estão vitimando. Na hora que vocês nos olharem como seres humanos, se entenderem que se vocês querem discotecas, nós queremos escola, trabalho, água, nessa hora a paz será possível, na hora que vocês israelenses, derrubarem o Estado de Israel com o seu racismo e com esse apartheid. VIOLÊNCIA INSTITUCIONALExiste uma espiral da violência. A primeira, verdadeira e única mãe da violência é a violência institucional, é a violência de um sistema injusto que exclui a possibilidade de vida e dignidade humana a um grande grupo.É esta violência que gera a segunda violência, a violência do fraco, do excluído, do oprimido. A violência daquele que vê o seu direito à vida, o seu direito ao trabalho, o seu direito à Educação, o seu direito à Saúde, serem negados em benefício de uma minoria hegemônica.Esta violência é sempre reprimida pela terceira violência, a violência do Estado, muito mais assassina que a violência revolucionária do oprimido que luta de forma legítima pelo seu direito sagrado e inalienável de vida, trabalho, Educação e Saúde. É uma impostura chamar de violência, chamar de terrorismo, apenas a segunda forma, a forma do mais fraco, do oprimido, do escravizado. É uma impostura chamar de violência o palestino que perdeu a sua fábrica, o palestino que perdeu a sua terra, que vê a sua casa sendo destruída, que até hoje tem a sua terra confiscada para fazer um muro em seu território, que proíbe o seu acesso ao seu trabalho, que proíbe os seus filhos de irem à escola, que obriga a sua mulher a dar a luz num posto de controle, na frente dos militares, que obriga a ver o seu filho recém-nascido ser assassinado num posto de controle, sem os cuidados médicos, que obrigam ver o seu poço ser salgado, que obrigam ver seu gado ser confiscado e assassinado, que obrigam ver as suas oliveiras serem arrancadas, o seu filho preso numa prisão israelense, sendo torturado sem um processo ou sequer uma acusação formal. É impostura chamar essa reação legítima pela vida, pela dignidade, pelo apelo ao mundo de que sou humano, que a minha mulher é humana, os meus familiares são humanos, os meus filhos são humanos. Quero vida, quero trabalho, quero escola, quero saúde. É uma impostura chamar essa reação de violência e terrorismo, ao passo que é o Governo de Israel que ocupa a terra palestina, que proíbe o trabalho palestino, que confisca todos os nossos direitos humanos, em nome da defesa da ordem. Que ordem? A ordem que oprime, que mata, que exclui? Isso não é ordem. A única forma de acabar com a violência no Oriente Médio e em todo o mundo é lembrar que a violência é uma espiral. É preciso matar a mãe da violência, a violência institucional. Enquanto houver injustiça, enquanto não houver acesso ao básico, ao trabalho, à liberdade de trabalhar, ao ir e vir, à liberdade de cultivar a sua terra, à liberdade de ter a sua casa, não haverá paz, não haverá forma de cessar a violência.Todos os povos oprimidos do mundo, em todas as épocas, do negro que se rebelou contra a escravidão, do índio que se rebelou contra a sua escravidão, do iraquiano, que está sob a ocupação militar americana, de todos os povos ainda sob a ocupação militar, inclusive o palestino sob ocupação militar americana e israelense, apelam para os homens de boa-fé que todos precisam trabalhar contra essa violência institucional, contra a injustiça, se não, não existe paz. O que estão fazendo é uma mera impostura. Obrigada. Responder Responder a todos Encaminhar
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RACISMO APARTHEID
--- Jamile Abdel Latif (Advogada palestina residente no Brasil)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 240

SÃO PAULO
Sao Paulo comemorou, ontem, 454 anos de sua fundação. Quando foi fundada, São Paulo era apenas uma vila: Vila de São Paulo de Piratininga que os jesuitas criaram o seu Colégio , chamado de Pátio do Colégio, hoje, um sítio arqueológico onde foi levantada a primeira construção da atual cidade de São Paulo. Por mando de Portugal, o padre Manuel da Nóbregae o então noviço José de Anchieta resolveram estabelecer um núcleo para fins de catequização de indíginas do Planalto. O Pátio do Colégio é o marco inicial no nascimento da cidade. O local, no alto de uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi escolhido para iniciar a catequisação dos indígenas. Em 25 de janeiro de 1554 foi realizada em suas dependencias - uma cabana coberta de folhas de palmeiras ou de sapê - a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuita.
O povoamento da região teve início em 1560, quando, por ordem de Mem de Sá, governador-geral da colônia, mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio. O nome Colégio de São Paulo foi escolhido porque no dia 25 de janeiro a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso. Desta forma, a vila de Santo André da Borda do Campo foi extinta, e São Paulo foi elevada à categoria de vila. São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, que se mantinha por meio de lavouras de subsistência. Por ser a região mais pobre da colônia, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do País à caça de índios, de ouro e de diamantes. A descoberta do ouro na região de Minas Gerais fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, que foi elevada a categoria de cidade em 1711. Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o cíclo paulista do açúcar, que se espalhou pelo interior da província, e a cidade de São Paulo tinha a finalidade de escoar a produção para o porto de Santos, localizado no municipio de Santos, n Estado de São Paulo.
Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construidos em lugares de chácaras. O grande surto industrial deu-se durante a Segunda Guerra Mundial devido a crise na cafeicultura e às relações ao comércio internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito elevada até os dias atuais. São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2.3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, vindos de toda parte do mundo. Atualmente, é a cidade com as maiores populações de orígens étnicas italiana, japonesa, espanhola e libanesa fora dos seus países respectivos, e com o maior contingente de nordestinos (brasileiros) fora do Nordeste.

sábado, 24 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 239

MORTE NO POTENGÍ
Demorou mais saiu. A mortandade de peixes no rio Potengi, que margeia a cidade do Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte. Um parecer técnico da Universidade Federal confirma que a empresa de carcinicultura Veríssimo & Filhos foi a responsável pela mortandade de peixes ocorrida em julho de 2007 nos rios Potengí e Jundiaí, como foi apontado em laudo anterior do Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema). O auto de infração do Idema expressava que houve lançamento de efluentes líquidos nos dias 27 e 28 de julho de 2007, "com elevada carga de matéria orgânica sem tratamento", originário da despesca de um viveiro de camarão diretamente no rio Jundiaí, efluente do rio Potengí, "o que ocasionou a mortandade de grande quantidade de peixes e de outros organismos aquáticos". O documento aponta que "se não houvesse tantos poluentes" no estuário dos rios Potengí e Jundiaí, o lançamento de efluentes da despesca de um viveiro de camarões não seria capaz de causar a mortandade de peixes verificada". No entanto, nas condições em que se encontrava o estuario nos dias do acidente, a sobrecarga lançada foi "certamente o fator causal do acidente". O coordenador da equipe que preparou o parecer Graco Aurélio Câmara Viana, falou que a Verissimo & Filhos não é a principal vilã no lançamento dos poluentes, mas naquele dia ela foi "a principal responsável pela mortandade". "O Potengí está com uma carga de poluentes totalmente comprometida. A despesca da fazenda só exacerbou essa poluição. Como agricultor, fico triste qundo um acidente ambiental envolve uma fazenda de camarão, mas infelizmente essa é a realidade", disse Graco Viana. O parecer ainda diz que a alegação da Verissimo & Filhos de que o lançamento de despejos no rio Jundiaí pela Imunizadora Potiguar seria a causa do acidente "não se sustenta". De acordo com os professores, as cargas lançadas pela Imunizadora são "relativamente pequenas" quando comparadas aos outros lançamentos nos dois rios. Os professores atestaram que além da concentração de poluentes da Imunizadora ser moderada, a vazaõ praticada era pequena. Eles informaram que suposição da responsabilidade da Imunizadora pelo crime ambiental já tinha sido descartada em uma perícia de outubro do ano passado, também feita por professores da UFRN para instruir o inquérito do Ministério Público. O professor Graco Viana disse que, independente do acidente, o rio Potengí precisa de um estudo completo para se quantificar com mais precisão a quantidade de poluentes lençada nele. "A sociedade de uma maneira geral precisa tomar consciencia da brutalidade com que o rio Potengí é agredido", alertou. Em 27 de julho de 2007, milhares de peixes e frutos do mar apareceram mortos nas margens e no mangue do rio Potengí. O desastre ecológico atingiu cerca de 40 toneladas de pescado, provocando desespero nos pescadores que retiravam do rio o seu sustento. Após o resultado de exames encomendados pelo Idema, a empresa de carcinicultura Verísimo&Filhos foi apontada como responsável pelo crime ambiental. O motivo apontado foi uma despesca feita dias antes da mortandade ocorrer.
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Joana Lima/DN

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 238

AUSCHWITZ
A palavra holocausto tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade, em que animais (por vezes até seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante à noite para que ninguém visse. Nesse caso, holocausto quer dizer cremação dos corpos. Este tipo de sacrifício também foi praticado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo. A partir do século XIX, a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres, até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiuscula) passou a ser utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de judeus e outros grupos considerados indezejados pelo regime nazista de Adolf Hitler. A maior parte dos exterminados era judia, mas também havia militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum. Mais tarde, no correr dos Julgamentos de Nuremberg, o termo foi sendo aos poucos adotado por judeus e, em menor número, por esses outros grupos considerados indesejados no regime nazista de Adolf Hitler. Como a maior parte dos perseguidos políticos de Hitler que podiam reclamar eram os judeus, os militantes não aliados foram esquecidos. Todos estes grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos e fotografias, (testemunhos de sobreviventes numa extensa documentação deixada pelos próprios nazistas), perpetradores e espectadores, e com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação. O número exato de mortes durante essa passagem é desconhecido, mas segundo alguns especialistas estima-se que o número de pessoas desaparecidas, mortas ou assassinadas oscile entre os nove e os doze milhões, seis milhões dos quais judeus. Atualmente, o Holocausto foi novamente utilizado para descrever as grandes tragédias, sejam elas antes ou depois da Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes a palavra holocausto tem sido usada para qualquer extermínio de vidas humanas executado de forma deliberada e maciça, como na que resultaria de uma guerra nuclear, falando-se por vezes do holocausto nuclear. Shoah significa calamidade, é o termo usado para o holocausto. É usado por muitos judeus e por um número crescente de cristãos, devido ao desconforto teológico com o significado literal da palavra Holocausto, que tem orígem no grego e conotação com a prática de higienização por incineração; estes grupos acreditam que é teologicamente ofensivo sugerir que os judeus da Europa foram um sacrifício a Deus. É no entanto reconhecido que a maioria das pessoas que usam o termo holocausto, não o fazem com essa intenção. Similarmente, muitas pessos ciganas usam a palavra "devorar" para descrever a tentativa nazi do extermínio do grupo.
Um aspecto do Holocausto restrito a Alemanha que o distingue de outros assassínios coletivos foi a metodologia aplicada a grupos diferenciados. Foram feitas listas detalhadas de vítimas presentes e potenciais, encontrando-se assim, registros meticulosos dos assassínios. Quando os prisioneiros entravam nos campos de concentração ou de extermínio, tinham de entregar toda a propriedade pessoal aos Nazis, que era catalogada detalhadamente e etiquetada, sendo emitidos recibos. Adicionalmente ao longo do Holocausto, foram feitos esforços consideráveis para encontrar meios cada vez mais eficientes de matar mais pessoas. Por exemplo, ao trocarem o envenenamento por monóxido de carbono, usado nos campos de exterminio de Belzec, Sobibór e Treblinka para o uso de Zyklon-B em Majdanek e Auschwitz-Birkenau, na chamada Aktion Reinhard. Ao contrario de outros genocídios que ocorreram numa área ou país especificos, o Holocausto foi levado a cabo metodicamente em virtualmente cada centímetro do território ocupado pelos nazistas, tendo os judeus e outras vítimas sido perseguidos e assassinados num espaço em que hoje existem 35 nações européias e sido enviados para campos de concentração em algumas nações e campos de exterminio noutras nações.
Além das matanças maciças, os nazistas levaram a cabo experiências médicas em prisioneiros, incluindo crianças. O Dr. Josef Mengele, um nazi dos mais amplamente conhecidos, era chamado Anjo da Morte pelos prisioneiros de Auschwitz pelos seus experimentos crueis e bizarros.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 237

GUANTÂNAMO
A Baía de Guantânamo localizada ao sul da Ilha de Cuba, pequena, por sinal, com 112 km2.,foi motivo de pronunciamento, ontem, pelo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, de que, alí, não vai mais haver presos políticos ou não e que as suas instalações serão removidas e os seus soldados retirados de lá. A baía foi concedida aos Estados Unidos como estação naval em 1903, em troca do pagamento de 4.085 dólares por ano. Da base de Guantânamo existe uma dependencia chamada Navassa, ilha desabitada com 5 km2., situada entre a Jamaica e o Haití. É na base naval americana da baía que se encontram os prisioneiros das guerras do Afeganistão e Iraque. Fidel Castro tentou em vão desfazer a concessão e, desde então, em sinal de protesto nunca utilizou o valor do aluguel pago pelos EUA, que se mantem no mesmo valor até hoje. Ao redor da base, encontrá-se o único campo minado ainda existente em todo o ocidente.. A manutenção da Base de Guantânamo não encontra amparo em nenhuma convenção internacional e, por isto, não há como fiscalizar o que acontece no seu interior. Os presos muitas vezes não possuem os direitos de consultar advogados, visitas ou até mesmo de um julgamento. Existem denúncias de tortura. Os Estados Unidos não permitem que a ONU inspecione as condições da Base e do tratamento recebido pelos prisioneiros. Tal situação tem requerido alguma atenção da mídia internacional, dada a suposta violação da Convenção de Genebra e dos direitos humanos.
A cidade de Guantânamo tornou-se célebre após a implantação, a quinze quilômetros de distância, da base naval de mesmo nome pertencente aos Estados Unidos da América. É no interior desta base que se encontra a Prisão de Guantânamo (Campo Delta), com uma área de 117 km2., e arrendada pelo governo dos EUA do Governo de Cuba pela soma irrisória de 4.085 dólares anuais. Cuba reivindica esse território.
Desde janeiro de 2002, depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, estão encarcerados nesta base militar prisioneiros (muitos são afegãos e iraquianos) acusados de ligação aos grupos Taleban e Al-Qaeda, numa área excluida ao controle internacional no que concerne às condições de detenção dos mesmos. Segundo a Cruz Vermelha Internacional, e o próprio FBI, estes prisioneiros são vítimas de tortura, desrespeitando assim os direitos humanos e a Convenção de Genebra. Segundo a Anistia Internacional, já se passaram mais de seis anos desde que os primeiros detentos foram enviados pelos Estados Unidos à base naval na Baía de Guantânamo, em Cuba. Apesar da generalizada condenação internacional, centenas de prisioneiros políticos, de mais de 30 nacionalidades, lá permanecem sem nenhuma acusação formal, e sem esperança de obter um julgamento justo. Segundo a Anistia Internacional, "Guantânamo é o símbolo da injustiça e do abuso, e deve ser fechada". Guantanamera é uma das célebres canções da música cubana, de autoria de José Fernandez Diaz. Guantanamera é o gentílico (feminino) para as nascidas em Guantânamo, cidade ao suldoeste de Cuba.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 236

MÚMIAS
As múmias são cadáveres que são embalsamados por algumas sociedades que acreditam no retorno ao corpo de uma entidade entendida analogamente a um espírito. Tal processo, chamado de mumificação, tem como fim de preservar o corpo para a recepção do"espirito". Ritos especiais e embalsamamento preparavam os herois para a vida após a morte transformando-os em múmias. Uma das obrigações da vida futura era defender lugares sagrados. Caso os ladrões ou outros pecadores pertubassem seu descanso, as múmias levantariam e destruiriam os inimigos. As múmias mais conhecidas são as egipcias. Os antigos egipcios tinham o costume de embalsamar os seus faraós. Todos os órgãos era retirados e os cadáveres eram enrolados em uma espécie de pano. As múmias ficavam nas chamadas pirâmides, que eram construções na forma de triângulos. Os faraós eram enterrados com todos os seus bens. Os povos maias também embalsamavam seus mortos pois tinham a mesma crença dos egipcios: a da ressurreição. As múmias de chinchorro do deserto de Atacama, atual norte do Chile e sul do Peru na América Latina, recentemente datadas em 7.000 anos a.C., portanto são as múmias mais antigas, com mais de 2.000 anos que as egípcias.
As múmias naturais são muito raras, pois é necessário condições específicas para a sua formação, no entanto este processo praduziu as múmias mais antigas conhecidas. A múmia mais conhecida é Õrtiz o Iceman, congelado em uma glaciação, nos alpes Õtztal, em torno de 3300 a.C. e foi encontrada em 1991. Uma outra múmia mais antiga, no entanto menos preservada, foi encontrada em Nevada, EUA em 1940, e foi datada com carbono-14 em torno de 7400 a.C.. Em alguns países da Europa, como Reino Unido, Alemanha, Suécia e Dinamarca possuem regiões pantanosas, chamadas de bogs. Nestes terrenos a acidez da água, as baixas temperaturas e a falta do oxigênio são combinados para curtir os tecidos moles dos corpos escondidos nas águas, normalmente sacrificios rituais e assassinatos. Tais múmias são extremamente bem conservadas, normalmente os esqueletos se decompõe, mas em alguns casos e possível determinar última refeição da múmia, analisando o conteúdo estomacal. Em 1972 foram descobertas oito múmias extraordinariamente bem conservadas em uma comunidade Inuit, chamada Qilakitsoq, na Groelândia. As Múmias da Groelândia é um grupo formado por um bebê de seis meses, um garoto de quatro anos e seis mulheres de várias idades, que morreram há aproximadamente 500 anos. Os corpos foram mumificados por causa das temperaturas abaixo de zero e os ventos secos que cercam a caverna onde foram encontrados. Algumas das mais bem preservadas múmias datam do periodo Inca no Peru, há 500 anos atrás, quando crianças sacrificadas em ritos eram colocadas nos picos das montanhas da Cordilheira dos Andes. O clima frio e seco age na preservação dos corpos. No Estado de Guanajuato, México, foram descobertas múmias em um cemitério da cidade chamada Guanajuato, a noroeste da Cidade do México. Estas são múmias modernas acidentais e foram literalmente desenterradas entre os anos de 1896 e 1958, quando o governo local exigia o pagamento de uma espécie de taxa. As múmias de Guanajuato estão expostas no Museu de Las Momias em uma colina com vistas para a Cidade.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 235

ECTOPLASMA
Ectoplasma, na acepção da parapsicologia designa supostamente uma espécie de vapor esbranquiçado que sai do alegado Pisiquico (medium), mais frequentemente pela boca, mas que pode sair por qualquer parte do corpo. É também supostamente sensível a determinados impulsos, se exterioriza a partir do corpo de determinados indivíduos com características especiais (Psíquico), permitindo a materialização de corpos humanos distintos daquele de onde saiu ou de membros tais como mãos, rostos e bustos. Não existem evidências científicas que corroborem sua alegada existência.
O Ectoplasma é uma substância fluídica, de aparencia diáfana, sutil, que flui do corpo deum médium apto a produzir fenômenos fisicos, principalmente a materialização. O termo ectoplasma foi criado por Charles Richet, Nobel de Medicina em 1913, ao descrever as experiências científicas sobre os fenômenos de materialização produzidos pela médium Eva Carrière (foto), em Argel, em 1903. Eva Carrière, cujo nome verdadeiro era Marthe Beráud,, foi uma médium francesa de efeitos físicos. O professor italiano Imoda, em seu livro Fotografias de Fantasma, publica uma teoria elaborada a partir das experiências de ideoplastia que realizou com Charles Richet, onde propõe três formas para o ectoplasma: a invisível, a fluídica-visível e a concreta. Posteriormente, Gustave Geley, fundador do Instituto Metapsiquico Internacional de Paris, constatou nas sessões de materializações que o ectoplasma, ainda na forma invisível, girava em torno das pessoas antes da produção dos fenômenos. O Professor Geley afirmava que, nestas sessões, que realizou na Europa e nos Estados Unidos junto a outros cientistas, Espíritos, ou operadores como Geley os chamava, agiam sobre o cérebro do médium, para provocar emanações do ectoplasma invisivel, que ía se acumulando até que fosse empregado por esses mesmos espíritos para produzirem diversos tipos de fenômenos mediúnicos de efeito físico, tais como a matearialização e a levitação, por exemplo.
O ectoplasma é observado como um fenômeno natural mediúnico que produz uma substância etéria (semi-material) com a propriedade ou possibilidade de adensar-se até ficar ao alcance dos cinco sentidos humanos, tornando-se visivel, tangível e, ainda, sob o influxo da vontade dos espíritos, moldável, assumindo a forma e algumas caracteristicas de objetos ou seres orgânicos, inclusive corpos humanos completos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 234

SANTA GENOVEVA
A VIRGEM DE PARÍS
Os merovingios foram uma dinastia franca-saliana que governou os francos numa região correspondente à antiga Gália da metade do século V à metade do século VIII. Seus governantes se envolveram com frequência em guerras civís entre os ramos da família. No último século de domínio merovíngio, a dinastia foi progressivamente empurrada para uma função meramente cerimonial. O domínio merovíngio foi encerrado por um golpe de Estado em 751 quando Pepino o Breve formalmente depôs Childerico III, dando início à dinastia Carolíngia.. Eles eram citados às vezes por seus conteporâneos como os "reis de cabelos longos", por não cortarem simbolicamente os cabelos. O termo "merovíngio" deriva do latim medieval ("filhos de Meroveu"), alteração de uma forma não atestada do baixo franconiano ocidental antigo, relacionada ao nome da dinastia em inglês antigo.
A dinastia merovíngia deve seu nome ao semi-lendário Merovech, líder dos francos-salianos, e surgiu na história com as vitórias de seu filho Childerico I contra os visigodos, saxões e alamanos. O filho de Childerico, Clóvis I, conseguiu unir sob seu controle a maior parte da Gália ao norte de Loire quando ele derrotou Siágrio, o governante romano daquela região. Ele também venceu a batalha de Tolbiac contra os alamanos adotando nessa ocasião através de sua esposa o cristianismo. Quando Clovis morreu em 511, o reino merovíngio incluia todos os francos e toda a Gália exceto a Borgonha. O reino manteve a unidade e conquistou a Borgonha em 534. Após a queda dos ostrogodos, os francos também conquistaram Provença. A partir daí, suas fronteiras com a Italia permaneceram estáveis. Em 613 o império foi reunido sob um único rei. Muitos reis chegaram ao trono muito jovens e morreram no verdor dos anos, enfraquendo, daí, o poder real. O cristianismo foi levado aos francos (franceses) pelos monges. Os reis e rainhas merovingios tomavam vantagem da recente formação da estrutura do poder eclesiástico. Monastérios e sedes episcopais eram cuidadosamente concedidas às elites que apoiavam a dinastia. Grandes extensões de terra foram doadas aos monastérios para dispensar aquelas terras dos impostos reais e para preservá-las dentro da família. Filhos e filhas eram enviados aos monastérios para que não ameaçassem a herança da criança mais velha. Vários merovíngios que serviam como bispo ou abades foram recompensados com a santidade. Assim é que a França teve uma grande quantidade de Santos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 233

CANUDOS

A chamada Guerra de Canudos, revolução ou insurreição, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do Estado da Bahia, no Brasil. O episódiofoi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social e social em que se encontrava a região à época, históricamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrencia de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social. Inicialmente, em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recem-adotado no país; houve apenas mobilizações esporádicas contra a municipalização da cobrança de impostos. A imprensa, o Clero e os latifundiários da região incomodaram-se com uma nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local passaram a acusá-los disso, ganhando desse modo, o apoio da opinião pública do pais para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes.
Aos poucos, construiu-se em torno de Antônio Conselheiro e seus adeptos uma imagem equivocada de que todos eram "perigosos monarquistas" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial devido, entre outros, ao fato de o Exército Brasileiro sair derrotado em três expedições, incluindo uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, também conhecido como "corta-cabeças" pela fama de ter mandado executar mais de cem pessoas na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina, expedição que contou com mais de mil homens. A derrota das tropas do Exército nas primeiras expedições contra o povoado apavorou o País, e deu legitimidade para a perpetração deste massacre que culminou com a morte de mais de seis mil sertanejos. Todas as casas foram queimadas.
Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século 18 às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25.000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas. A situação, na região, à época, era muito precária devido às secas, à fome, à pobreza e à violência social. Esse quadro, somado à elevada religiosidade dos sertanejos, deflagrou uma série de distúrbios sociais, os quais, diante da incapacidade dos poderes constituidos em debelá-los, conduziram a um conflito de maiores proporções.
Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado do "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim, Ceará, a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem - (Antônio nasceu, na verdade, em Vila do Campo Maior, chamada depois de Quixeramobim) - fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento de policia, passou a viagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. - (Antônio casou-se com Brasilina Laurentino de Lima, fogosa e bela jovem filha de um tio do mesmo. No ano seguinte, o jovem casal muda-se para Sobral, onde Antônio Vicente passa a viver como professor do primario, dando aulas para os filhos dos comeciantes e fazendeiros da região, e mais tarde como advogado prático, defendendo os pobres e desvalidos a título de pequena remuneração. Em 1861 o homem flagra a sua mulher em traição conjugal com um sargento de polícia em sua residencia na Vila do Ipu Grande. Dias depois ele faz uma tocaia para pegar o sargento. Antônio Vicente atira e mata o policial. Foi aberto processo contra sua pessoa e o negociante passou a ser procurado pelo sertão. Foi julgado e condenado à prisão em processo à revelia.) - Antônio Vicente chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que era um enviado de Deus para acabar com as diferenças sociais e com a cobrança de tributos. Acreditava ainda que a República (então recem-implantada) era a materialização do reino do Anti-Cristo na Terra, uma vez que o governo laico seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes.
A primeira reação oficial do governo da Bahia deu-se em outubro de 1896, quando as autoridades de Juazeiro, BA, apelaram para o governo estadual em busca de uma solução. Este, em novembro, mandou contra o arraial um destacamento policial de cem praças. Os conselheiristas, vindo ao encontro do atacantes, surpreendeiro a tropa em Uauá obrigando-a a se retirar com vários mortos. Desde então, os jagunços fortificaram os acessos ao arraial. Em janeiro de 1897, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos jagunços, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiros ocupa-se da esfera civil e religiosa.
Na capital do País, o governo federal ante este fato e a pressão de políticos que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam am várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Novo conflito e os jagunços venceram. Em abril de 1897 o Governo autorizou a quarta expedição composta de duas colunas, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas de época. Uma base de operações foi instalada em Monte Santo. No dia 27 de junho, depois de sofrer várias perdas, os atacantes chegaram a Canudos. A batalha se seguiu e o cerco foi apertado sobre o arraial. Depois da morte do Conselheiro em combate, em 22 de setembro, muitos jagunços abandonaram a luta, mulheres, homens, meninos foram capturados. O último reduto, entrincheirado na praça, resistia ao fogo pesado da artilharia do Governo. O arraial suportou até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores: três homens um menino foram os últimos baluartes da sangrenta batalha.Os quatro defensores do arraial de Canudos. O cadaver de Antônio Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. O Exercito contou no local 5.200 casebres. Nessa incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 232

SÃO PEDRO
O Evangelho de Pedro foi descoberto em 1886, no Egito. Este evangelho apócrifo foi motivo de grande constrangimento para Serapião (190-221), bispo de Antioquia. Ele chegou a permitir que este evangelho fosse utilizado pela Igreja de sua região, mas arrependeu-se quando se deu conta, após a leitura detalhada, que seu teor ensinava doutrinas gnósticas (heréticas). Além do bispo Serapião, outros pais da Igreja fizeram referencia a este evangelho: Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo e Teodoreto de Ciro outros pais da Igreja fazem referencia a este evangelho, que segundo os especialistas, foi composto na primeira metade do século II. Diz o Evangelho de Pedro Apóstolo:

I


"1 - Mas nenhum dos judeus lavou as mãos, nem Herodes, nem qualquer de seus juizes. Como não quisessem eles lavar-se, Pilatos se levantou. 2 - Mandou, então o rei Herodes que levassem o Senhor para fora, dizendo-lhes: 'Fazei tudo o que vos ordenei que fizesseis'.
II
3 - Encontrava-se alí José, amigo de Pilatos e do Senhor. Quando soube que o crucificariam, dirigiu-se a Pilatos e lhe pediu o corpo do Senhor para ser sepultado. 4 - Pilatos, de sua parte, o mandou a Herodes para que lhe pedisse o corpo. 5 - Disse Herodes: "Irmão Pilatos, ainda que ninguém o tivesse pedido, nós o teriamos sepultado, pois se aproxima o sábado. E está escrito na lei: 'Não se ponha o sol sobre o justiçado". E o entregou ao povo no dia antes dos ázimos, a festa deles.
III
6 - Apoderando-se do Senhor, eles o empurravam e diziam: "Arrastemos o filho de Deus, pois finalmente caiu em nossas mãos". 7 - Vestiram-no com um manto de púrpura, fizeram-no sentar-se numa cadeira do tribunal, dizendo: "julga com justiça, ó rei de Israel". 8 - Um deles trouxe uma coroa de espinhos e a colocou na cabeça do Senhor. 9 - Outros que alí se encontravam e cuspiram-lhe no rosto; outros lhe batiam nas faces, outros o fustigavam com uma vara, alguns o flagelavam, dizendo: "Esta é a honra que prestamos ao filho de Deus".
IV
10 - Levaram para lá dois malfeitores e crucificaram o Senhor no meio deles. Mas ele se calava como se não sentisse qualquer dor. 11 - Quando ergueram a cruz, escreveram no alto: "Este é o rei de Israel". 12 - Colocaram as vestes diante dele, dividiam-nas e lançaram sorte sobre elas. 13 - Mas um dos malfeitores o reprendeu, dizendo: "Nós sofremos assim por causa de ações más que praticamos. Este, porém, se tornou salvador dos homens, que mal vos fez?". - 14 -Indignados contra ele, ordenaram que não lhes fossem quebradas as pernas e assim morresse entre os tormentos.
V
15 - Era meio-dia, quando as trevas cobriram toda a Judéia. Eles se agitavam e se angustiavam, supondo que o sol já tivesse posto, pois ele ainda estava vivo. E está escrito para eles: "Não se ponha o sol sobre um justificado". 16 - E um deles disse: "Dai-lhe de beber fel com vinagre". Fizeram uma mistura e lhe deram para beber. 17 - E cuspiram tudo, enchendo desse modo a medida de seus pecados sobre suas cabeças. 18 - Muitos andavam com fachos e, pensando que fosse noite, retiraram-se para repousar. 19 - E o Senhor gritou, dizendo: "Minha força, minha força, tu me abandonastes!". Enquanto assim falava, foi assumido na glória. 20 - Na mesma hora o véu do templo de Jerusalém se rasgou em duas partes.
VI
21 - Tiraram os pregos das mãos do Senhor e o depuseram no chão. Tremeu toda a terra e houve grande medo. 22 - Brilhou, então, o sol e reconheceram que era a nona hora (três horas da tarde). 23 - Alegraram-se os judeuse deram seu corpo a José (de Arimatéia) para que o sepultasse. José tinha visto todo o bem que Jesus fizera. 24 - Tomando o Senhor, levou-o, envolvendo-o em um lençol e o depositou em seu próprio sepulcro, chamado jardim de José.
VII
25 - Os judeus, os anciãos e os sacerdotes compreenderam, então, o grande mal que tinham feito a sí mesmo e começaram a lamentar-se, batendo no peito e dizendo: "Ai de nossos pecados! O juizo e o fim de Jerusalém estão agora próximos!". 26 - Eu (Pedro) e meus amigos estávamos tristes; de ânimo abatido nos escondiamos. Estávamos sendo procurados por eles como malfeitores e como aqueles que queriam incendiar o templo. 27 - Por causa de tudo isso, jejuávamos e nos assentávamos, lamentando-nos e chorando noite e dia, até o sábado.
VIII
28 - Os escribas, os fariseus e os anciãos se reuniram, pois ficaram sabendo que todo o povo murmurava e se lamentava, batendo no peito e dizendo: "Se por ocasião de sua morte se realizaram sinais tão grandes, vede quanto ele era justo!". 29 - Tiveram medo e foram a Pilatos, pedindo-lhe; 30 - "Dá-nos soldados para que seu túmulo seja vigiado por três dias.Que não aconteça que seus discipulos venham roubá-lo e o povo acredite que ele tenha ressuscitado dos mortos e nos faça mal!". 31 - Pilatos deu-lhes o centurião Petrônio com soldados para vigiar o sepulcro. Com eles dirigiram-se ao túmulo os anciãos e os escribas 32 - e todos os que alí estavam com o centurião. Os soldados rolaram uma grande pedra 33 - e a colocaram na entrada do túmulo. Nela imprimiram sete selos. Depois ergueram alí uma tenda e montaram guarda.
IX
34 - Pela manhã, ao despontar do sábado, veio de Jerusalém e das vizinhanças uma multidão para ver o túmulo selado. 35 - Mas durante a noite que precedeu o dia do Senhor, enquanto os soldados montavam guarda, por turno, dois a dois, ressoou no céu uma voz forte. 36 - e viram abrir-se os céus e descer de lá doi homens, com grande esplendor. e aproximar-se do túmulo. 37 - A pedra que fora colocada em frente à porta rolou donde estava e se pôs de lado. Abriu-se o sepulcro e nele entraram os dois jovens.
X
38 - À vista disto, os soldados foram acordar o centurião e os anciãos, pois tamém estes estavam de guarda. 39 - E enquanto lhes contavam tudo o que tinham presenciado, viram também sair três homens do sepulcro: dois deles amparavam o terceiro e eram seguidos por uma cruz. 40 - A cabeça dos dois homens atingia o céu, enquanto a daquele que conduziam pela mão ultrapassava os céus. 41 - Ouviram do céu uma voz que dizia: "Pregaste aos que dormem? 42 - E da cruz se ouviu a resposta: - "Sim".
XI
43 - Eles, então, deliberaram em conjunto ir ralatar essas coisas a Pilatos. 44 - Enquanto ainda conversavam, abriram-se novamente os céus. Um homem desceu e entrou no túmulo. 45 - Vendo aquilo, o centurião e os que estavam com ele apressaram-se, sendo ainda noite, a procurar Pilatos, deixando o sepulcro que tinham vigiado. Extremamente abalados, expuseram tudo o que tinham visto e disseram: "Era verdadeiramente filho de Deus". 46 - Pilatos respondeu: "Sou inocente do sangue do filho de Deus, fostes vós que decidistes assim". 47 - Depois todos se aproximaram, pedindo e suplicando que ordenasse ao centurião e aos soldados não contar a ninguém o que tinham visto. 48 - "Para nós, diziam, é melhor ser culpado de gravíssimo pecado diante de Deus, do que cair nas mãos do povo judeu e ser lapidados". 49 - Pilatos, então ordenou ao centurião e aos soldados que nada dissessem.
XII
50 - Ao amanhecer do dia do Senhor, Maria Madalena, discipula do Senhor, que, por medo dos judeus ardentes de cólera, não havia feito na sepultura do Senhor tudo quanto as mulheres costumavam fazer pelos mortos que lhes eram caros, 51 - tomou consigo as amigas e dirigiu-se ao túmulo onde tinha sido posto. 52 - Elas temiam ser vistas pelos judeus e diziam: "Se, no dia em que foi crucificado, não podemos chorar e lamentar-nos batendo no peito, façamo-lo pelo menos agora no seu túmulo". 53 - "Quem, no entanto, nos há de revolver a pedra colocada na entrada do sepulcro, a fim de que possamos entrar, sentar-nos em volta dele e cumprir o que lhe é devido? 54 - A pedra é grande e tememos que alguém nos veja. Se não pudermos fazer, deponhamos, pelo menos, na porta o que trouxemos em sua memória. Choraremos e nos lamentaremos, batendo-nos no peito até a hora de voltarmos para casa".
XIII
55 - Mas quando chegaram, encontraram o sepulcro aberto. Aproximando-se, inclinaram-se e viram alí um jovem sentado no meio do sepulcro. Era belo e estava revestido de túnica de raro resplendor. Parguntaram-lhe: 56 - Por que viestes? A quem procurais? Por acaso, aquele que foi crucificado? Ressuscitou e foi-se embora. Se não acreditais, inclinai-vos e olhai o lugar onde jazia. Não está mais. Ressuscitou, na verdade, e voltou para o lugar donde veio". 57 - As mulheres fugiram atemorizadas.
XIV
58 - Era o último dia dos Ázimos. Muitos deixavam a cidade e voltavam para as suas casas, acabara-se a festa. 59 - Nós, porém, os doze apostolos do Senhor, chorávamos e nos entristeciamos, Depois, cada um, angustiado por tudo o que tinha acontecido, voltou para a sua casa. 60 - Eu, pelo contrário, Simão Pedro, e meu irmão André tomamos nossas redes e nos dirigimos ao mar. Conosco estava Levi, filho de Alfeu.
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Este é o Evangelho de Pedro, o Santo, que a Igreja desprezou. Alguns estudiosos buscam melhores informações estudando este e os outros Evangelhos Apócrifos em busca de uma verdade cujo teor não está tão longe assim.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 231

LILITH
Lilith o demônio feminino, mãe de demônios. Possuidora de grande beleza, é a concubina preferida de Lúcifer. Lilith teria sido formada assim como o homem à partir do barro, logo após a formação deste. Por esse motivo ela não teria aceitado uma posição inferior em relação ao homem, pois sendo criada da mesma forma, exigia os mesmos direitos, não aceitou uma posição submissa e assim desentendeu-se com Adão. No primeiro ato sexual Lilith não aceitou ficar por baixo, argumentando o peso do corpo do companheiro e exigiu ter também o direito ao gozo e ao prazer sexual. Como não foi atendida em seus ansêios ela se revolta e pronuncia o nome "inefável" que lhe deu asas por meio das quais fugiu do Jardim do Éden. Assim, Lilith abandonou Adão com quem não se entendia e foi para as margens do Mar Vermelho. Adão ficou só e reclamando, tendo medo da escuridão opressora. Daí haver uma relação entre Lilith e a Lua Negra, a escuridão da noite, por isso a associação dela com a coruja, o pássaro noturno. Segundo a tradição talmúdica, Lilith é a "Rainha do Mal", a "Mãe dos Demônios" e a "Lua Negra". Lilith é também referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai 81:455f) ela é acusada de ser a "serpente" que levou Eva a comer o "fruto" proibido.
Deus vendo o desespero de Adão, enviou três anjos, Semangelaf, Sanvi e Sansanvi, para trazê-la do volta ao Éden, porém ela recusou a aceitar tal proposta. Dessa forma a fuga converteu-se em expulsão. Para substituir Lilith é criada Eva, mulher submissa, feita não de barro, mas de uma costela de Adão. Lá às margens do Mar Vermelho habitavam os demônios e espíritos do mal, segundo a tradição hebraica, esse era um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio. Segundo essa mesma tradição é esse caráter demoníaco que levaria a mulher a contrariar o homem e a questionar seu poder.
Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do SITRA ACHRA (em aramaico, significa "outro lado"). Acasalando-se com os demônios, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia. Como castigo pela desobediencia de Lilith os anjos de Deus, a cada dia sacrificavam cem dos bebês-demônio de Lilith. Ela então revoltada pela morte dos filhos e enciumada pelo fato de Adão ter tomado outra mulher resolve declarar guerra à Deus e aos homens. Ela então retorna ao mundo dos homens para dar cabo de sua vingança.
Na Bíblia, ela só é citada uma vez, em Isaías 34:14, cujo texto no original hebraico diz:
" As bestas selvagens do deserto devem cumprir com as bestas selvagens da ilha, e os Sátiros devem chorar aos seus colegas. Lilith alí repousará, pois alí encontraram um local de descanso".
Lilith é uma excelente metáfora, tornando-se inimiga das "Evas", sendo instigadora dos amores ilegítimos, pertubadora do leito conjugal. Representa o ódio aos casais e filhos.

domingo, 11 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 230

MULHER CELTA
A Cultura Hallstatt foi a primeira das várias culturas existentes na Idade do Bronze. As regiões ocidentais desta cultura entre a França e a Alemanha do Leste, já falavam a língua celta. Por volta do ano 600 a.C., o grafólogo grego Heródotus escreve sobre os Celtas colocando-os para além do "Pilares de Hércules" (a Espanha) e acima do Danúbio. O nome "Celta" surgiu da tribo dominante dos Hallstatt, e tornou-se um conceito unificador para toda a cultura. Segundo historiadores, a terra de orígem dos Celtas era uma região da Áustria, perto do sul da Alemanha. Dalí, os Celtas expandiram-se pela maior parte da Europa Continental e Britânia. Na sua expansão os Celtas abrangeram áreas que vão desde a Espanha à Turquia. Tomando posse de quase toda a Europa, os Celtas dividiram esse continente em três partes: a Central (terra de Teut), a Ocidental (terra baixa) e a Oriental (terra alta); tudo o que estava a Norte dessas regiões denominavam o limite das almas, que ía do rio Don às Colunas de Hércules (Espanha); aquele Don que os antigos franceses chamavam de Tanais e que era baliza para a Rússia, chamada pelos Celtas de Terra do Cavalo.
Ainda em relação a este assunto, que liga os povos célticos, está a palavra ask, de onde vem a denominação geral asktan dada a vários povos. Ora, entendia-se por Trasks os Asks orientais, por Tosks os Asks meridionais e por Vasks os Asks ocidentais - daí, toscanos, estruscos e vascos.Os Celtas dominaram a Europa Central e Ocidental por milhares de anos. Mas só mais recentemente os Celtas influenciaram a Europa no seu desenvolvimento, a nível cultural, linguistico e artistico. Os Celtas com grupo e raça, há muito que desapareceram, exceto na Irlanda e nas Terras Altas da Escócia. Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, as culturas druídica e celta fforam alvo de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipo de informação a respeito delas embora que na história de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas e celtas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios. A bravura dos Celtas em batálha é lendária. Eles desprezavam com frequencia as armaduras de batalha, indo para o combate de corpo nu. Os homens e as mulheres na sociedade Celta eram iguais.A igualdade de cargos e desempenhos eram considerados iguais em termos de sexos.As mulheres tinham uma condição social igual á dos homens sendo muitas vezes excelentes guerreiras, mescadoras e governantes.
Os celtas transmitiram sua cultura oralmente, nunca escrevedo a sua história ou o seus fatos. Isto explica a extrema falta de conhecimento quanto aos seus contatos com as civilizações clássicas da Grecia e Roma. Os Celtas eram na generalidade bem instruidos, particularmente do que diz respeito a religião, filosofia, geografia e astronomia. Com relação ao Brasil, existe na lígua celtica "braazi" o que representava "terra grande". Por outro lado, sabe-se que uma Insulla Brazil já existia em antigos mapas bem antes da viagem de Pedro Alvares Cabral.
As literaturas no gaélico, no galês ou no bretão, exerceram influência através da Poesia Pastorial e dos Romaces de Cavalaria (a saga do Rei Arthur e a busca do Santo Graal - Maria Madalena e sua filha, Sara, do casamento com Jesus), das Ciências Herméticas ou Ocultas, da Adivinhação e da Cultura Rúnica, até a formação ideológica das elites em Ordens de Cavalaria e Confrarias (do estilo Rosa-Cruzes (símbolo de Madalena e Jesus - rosa e cruz) e da própria Maçonaria. Vários estudiosos pões o kardecismo (de Kardec, antigo poeta esotérico celta) como um sistema filosófico-espiritual do eixo telúrico-cósmico desenvolvido na essencia mística dos Celtas.. Aliás, Allan Kardec é pseudônimo do estudioso francês Léon Rivail (1804-1869) que continuou a doutrina céltica no que à transmigração das almas e dos Espíritos diz respeito.
E, antes dele, já os essenios, os nazarenos e outras seitas judeu-paletinas o haviam feito. Os povos Celtas, em cinco grupos, entraram na velha província romana, chamada de Lusitânia, pelo Algarve entre os rios Sado e Tejo, entre a Estremadura e o Cabo Carvoeiro pelo centro e pelo norte. Desta forma, nem Roma Imperial conseguiu vencê-los na Grã-Bretanha. Foi grande a contribuição dos povos Celtas para a Cultura Portuguesa. Os cerimoniais célticos tinham um conteúdo "sagrado" pois neles havia uma comunhão muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado sagrado e mais aínda os exercícios de alguns rituais rústicos com os participantes despidos foram motivo de escândalo para os católicos que os viram pela primeira vez, chamou de uns rituais satânicos.

sábado, 10 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 229

MORTE DE JESUS
Os Livros Apócrifos (secretos) são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos de Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconhecem a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo e, portanto, não foram incluidos no cânon bíblico. O termo "apócrifo" foi cunhado por São Jerônimo, em Belém, conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias (que escreveu um livro profético por volta do ano 430 a.C) e a vinda de Jesus Cristo. Inclusos na Septuaginta (nome de uma suposta versão da Bíblia hebraica) por razões históricas ou religiosas, os apócrifos não são reconhecidos como canônicos pelos cristãos.. A terminologia teológica católica romana/ortodóxa para os mesmos é deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento. Do grego, deutero significa "outro". Destes fazem parte os livros de Judite, Tobias, Baruque, Eclesiástico, Sabedoria de Salomão e Macabeus, além das adições aos livros de Ester e Daniel.
Para católicos, e para muitos historiadores, estes livros datam de muito tempo após a vida de Jesus, sendo alguns deles escritos mais de 200 anos após a morte e ressureição, não podendo ser considerados fidedignos, ou seja, nem tudo o que neles fora escrito narra com precisão a verdade. Foram escritos principalmente com dois objetivos: Cristãos levados por uma piedosa curiosidade e excessiva imaginação sobre dados da vida do Senhor não relatados nos Evangelhos ou membros das seitas gnósticas que queriam difundir suas doutrinas.. Alguns deles, foram retirados do Cânon Católico por demonstrar um Cristo diferenciado dos demais Evangelhos, mostrando-o exclusivamente como Deus, sem limitações e sentimentos humanos, o que tornaria a passagem pela morte algo fácil de ser cumprida, diminuindo assim, o tamanho do Sacrificio realizado pelo Salvador, em outros, entretanto, a imagem de Cristo é excessivamente mundana e em desacordo com a imagem passada pelos quatro Evangelhos mais antigos e fidedignos.
Cristianismo Ocidental.
No cristianismo ocidental atual existem vários livros considerados apócrifos; nos sínodos realizados ao longo da história esses livros foram banidos do Cânon (Livros Sagrados), outros obtiveram uma reconsideração e retornaram à condição de Sagrados (Canonicos). Como exemplo de canonicidade temos a Bíblia (reunião de vários livros). Os livros Apócrifos são muito estudados atualmente pelos teólogos, por revelarem fatos e curiosidades a respeito dos primórdios do cristianismo. O número de livros apócrifos é maior que o da Bíblia canônica. É possivel contabilizar 113 deles, 52 em relação ao Antigo Testamento e 61 em relação ao Novo. A tradição conservou outras listas dos livros apócrifos, nas quais constam um número maior ou menor de livros. Destaca-se, a seguir, alguns desses escritos segundo suas categorias.
1 - Evangelhos: de Maria Madalena, de Tomé, Filipe, Árabe da infância de Jesus, do pseudo-Tomé, de Tiago, Morte e Assunção de Maria, Judas Iscariotes.
2 - Atos: de Pedro, Tecla e Paulo, Dos doze apóstolos, de Pilatos.
3 - Epístolas: de Pilatos a Herodes, de Pilatos a Tibério, dos apóstolos, de Pedro a Filipe, Paulo aos Laodicenses, Terceira Epístola aos Coríntios, de Aristeu.
4 - Apocalipses: de Tiago, de João, de Estevão, de Pedro, de Elias, de Esdras, de Baruc, de Sofonias.
5 - Testamentos: de Abraão, de Isaac, de Jacó, dos 12 Patriarcas, de Moisés, de Salomão, de Jó.
6 - Outros: a filha de Pedro, Descida de Cristo aos Infernos, Declaração de José de Armatéia, Vida de Adão e Eva, Jubileus, 1,2 e 3 Henoque, Salmos de Salomão, Oráculos Sibilinos.
A Biblioteca de Nag Hammadi (Crutas de Kuran) é o nome dado a um conjunto de textos encontrados na cidade de Nag Hammadi, no Egito, em dezembro de 1945. Estes manuscritos totalizam treze códices de papiro, escritos em copta, com capa de pergaminho em um recipiente fechado. A descoberta foi feita por um camponês da região. Entre as obras aí guardadas encontravam-se tratados gnósticos, três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum (atribuido a Hermes Trismegistus, Tres Vezes o Grande, da Grécia) e uma tradução parcial da República de Platão. Estes textos também são conhecidos como Evangelhos Gnósticos.
Os papiros encontrados em Nag-Hammadi são traduções de manuscritos antigos escritos em grego, a língua do Novo Testamento, fato constatado pois alguns manuscritos alí encontrados também o foram em outros locais, como o Evangelho de Tomé. As datas dos textos originais seria entre o fim do Século I até o ano 180 d.C. O Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta é uma lista de 114 ditos atribuidos a Jesus. Tomé apenas cita - de forma não estruturada - as frases, os ditos ou diálogos breves de Jesus a seus discípulos. Duas características marcantes do Evangelho de Tomé, que diferenciam dos canônicos, são a recomendação de Jesus para que ninguém faça aquilo que não deseja ou não gosta e a ênfase não na fé, mas a descoberta de sí mesmo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 228

MADADELA: O SANTO GRAAL
Os pintores, artistas da Idade Média, como Caravaggio, em 1596, autor dessa tela (foto), se preocuparam em mostrar Maria Madalena, esposa de Jesus, de forma com uma gravidez bem acentuada. Em outras pinturas por outros artistas, se vê, também, Madalena amparada por Jesus. já com o ventre que apresenta ser de uns oito meses. Tais fotos estão espostas em uma Igreja da Escócia. Um outro quadro, de Boticcelli, de 1467, vê-se Madalena gestante aparentemento aos quase nove meses. Um outro quadro, pintura de Rogier van der Weyden, de 1450, Madalena também aparece em estado de gravidez. Uma pintura do século 14, de pintor desconhecido, apresenta Madalena recostada com a cabeça do colo - bem na cintura - do Mestre, como se estivesse ouvindo o que Ele dizia, com os seus olhos fechados. O pintor italiano Simone Martini, em 1333, colocou Madalena no centro emocional da cena, onde a cruz de Jesus forma um perfeito X bem acima do ventre de Madalena. O "X", na linguagem simbólica, representa a junção do Masculino (espada) com o Femenino (cálice).Na pintura de Rogier vê-se bem a aliança de casamento no dedo da mão esquerda de Madalena, mostrando que ela era casada com o Rabi.
Em dezembro de 1945, na cidade de Nag Hammadi, no Alto Egito, foram descobertos 52 textos, escondidos em potes de barro no que resultou numa espantosa descoberta arqueológica. Reconhecidos como autênticos por especialistas do mundo inteiro, os textos encontrados foram identificados como os Evangelhos de Tomé, Felipe, Maria Madalena, as Epístolas de Pedro a Felipe, o Apocalípse de Pedro, o livro secreto de João, o Livro Secreto de Tiago, o Apocalípse de Paulo, o Evangelho da Verdade, o Evangelho dos Egipsos, além de vários textos menores, poemas e orações. Nenhum dos Livros atualmente aceitos como parte da Bíblia são escritos originais, sendo cópias de cópias de períodos bem posteriores. Alguns dos escritos de Nag Hammadi, entretanto, são originais ou cópias, todos do período bem proximos dos primeiros anos após a vida de Jesus. No Evangelho de Felipe há uma passagem em que a posição de Maria Madalena fica evidente: "...a que acompanha o Salvador é Maria Madalena. Mas Cristo amava-a mais que a todos os discipulos e costumava beijá-la (frequentemente) nos lábios. Os outros discipulos se ofenderam e desseram-lhe: 'Por que tu a amas mais do que a nós?" O Salvador respondeu e disse-lhes: "Por que eu não os amo como amo a ela?". (Felipe, 63:32, 64:5)
O epíteto "madalena" provém de magdaleder que significa literalmente "TORRE DO REBANHO" ou a torre da qual o pastor subia para observar e guardar seu rebanho. É sabido que Maria Madalena detinha uma posição influente entre os seguidores de Jesus. Entre as mulheres sua ascendência hierárquica não deixa a menor dúvida, pois ela era sempre citada em primeiro lugar. Entre os apóstolos também, pois foi a primeira a quem Jesus se revelou após a crucificação e foi, por ele, encarregada de levar essas notícias aos demais apóstolos.
O profeta Miqueias vislumbrou da maneira mais clara possível a importância e destino de Maria Madalena, referindo-se a ela, inclusive, pelo seu epíteto, magdaleder (Torre do Rebanho).: "E tu, torre do rebanho, nebulosa filha de Sião, (o Senhor) virá até junto a ti; e virá até junto de tí o supremo poder, o reino da filha de Jerusalém. Por que te abandona a tristeza? Porventura não tens rei, ou pereceu o teu conselheiro, pois se apoderou de tí a dor, como da que está com dores de parto? Porém afligi-te e atormenta-te, filha de Sião, como uma mulher que estás de parto, porque agora sairás da tua cidade, e habitarás numa região (estrangeira), e irás até a Babilônia; Mas lá serás livre; lá te resgatará o Senhor da mão dos teus inimigos. (Miquéias 4;8-10).
A profecia de Miquéias deixa claro que o reino da filha de Jerusalém (esposa do Rei-Jesus) teria que ser interrompido, e ela sofreria as dores do parto numa terra distante. Com o passar do tempo, entretanto, essa visão foi violentamente combatida e caiu quase no esquecimento.
A descendência de Jesus e Maria Madalena foi mantida em segredo para que fosse protegida, inicialmente, da perseguição romana. Assim, logo após a partida de Jesus, nota-se que quase nenhuma referencia se fez à família ou pessoas intimamente ligada a Jesus. Isso é especialmente verificado nos Atos dos Apóstolos em que não se faz referencia a Maria Madalena, Maria-mãe, os irmãos de Jesus. A Dinastia Sagrada, o sangue real eram os descendentes de Maria Madalena e Jesus, ela passou a ser conhecida como portadora desse sangue real ou Santo Graal. Isto é, Madalena era tida como o "cálice" que trouxe em sí o "sangue" ou a descendencia de Jesus.
Há uma forte tradição na região de Provença, na França, que reconhece a chegada de Maria Madalena , acompanhada de seus irmãos Marta e Lázaro, de José de Arimatéia, Maria Mãe de Jesus e outras pessoas.Esta visão da história está em perfeita consonância com os registros reconhecidos e aceitos. Existe esse conhecimento, baseado na tradição local, de que Maria Madalena, vindo do Egito, chegou também acompanhada de uma menina, cuja tez era morena, brozeada pelo sol do escaldante Vale do Nilo, logo despertara a atenção de todos. A menina de chamava Sara e, já na França, lhe depositaram o sobrenome de Kali, o que significa pele escura. Desde então ha uma forte adoração a moça, Sara, em todo o sul da França
Suspeitata-se, inclusive, que a imagem de Sara (escura) tenha chegado ao Brasil, via Sul da França e seu culto desencorajado por algum padre local que obrigou que se lançasse a imagem no rio. Logo após, a imagem foi encontrada por pescadores e venerada como Nossa Senhora Aparecida, hoje, Padroeira do Brasil.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 227

MESSIAS
O MESSIAS - Segundo as espectativas dos judeus da época, o Messias deveria ser alguém que pudesse liderar seu povo tornando-o livre da submissão e da humilhação de serem subordinados aos romanos, de serem uma nação sem pátria. Uma das funções do Messias seria a de restituir a genuína Dinastia de Daví, e isso apenasseria possível com a ocupação do Trono por parte de um descendente legítimo dessa dinastia. É exatamente por essa razão que os Evangelhos mencionam a descendência de Daví até Jesus, como uma comprovação da linhagem genuina de Jesus e da continuidade dessa linhagem. O nascimento de um legítimo herdeiro do trono de Davi, foi um evento muito significativo, atraindo a visita até de reis estrangeiros vindos do Oriente para homenagear a chegada do futuro rei de uma nação importante, como Israel. Herodes estava consciente desse evento e tentou persuadir aos três reis visitantes a informá-lo do lugar onde a criança estava. Eles entendendo a intenção de Heródes, retornaram por outro caminho. Foi então que Herodes vendo-se enganado, mandou que matassem todos os meninos com menos de dois anos na cidade de Belém, como está narrado em Mateus, Cap. 2.
Como Messias, a situação política de Jesus era muito delicada. Ele era reconhecido e por isso temido como o genuíno pretendente ao trono, uma vez que Herodes sabia ser ele o verdadeiro herdeiro do trono de Daví. A ascendencia de José e Maria era conhecida por todos, o que fazia de Jesus uma séria ameaça aos planos de Herodes. Na verdade, desde o seu nascimento que Herodes queria eliminá-lo. Jesus tinha o apoio do povo, embora não tivesse o apoio da classe dominante, isto é, os parceiros e amigos de Herodes e os sacerdotes do Templo, bem como os Fariseus e os Saduceus. Tampouco ele interessava aos romanos. Ele preferiu concentrar-se no povo, e era nesse povo que ele estabelecia sua posição como Messias, com ênfase em aspecto espiritual, e isto sem prejuizo de sua posição de rei por direito. A prisão e morte de Jesus estava sendo planejada por Caifás, os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e todos os que detinham o poder, inclusive o Governo Romano. O Sinédrio decretou a prisão e morte de Jesus, aos 33 anos de idade, quando Ele pragava às multidôes. Todos os parentes e seguidores de Jesus corriam perigo, pois os sacerdotes planejavam matar a todos, inclusive, também, a Lázaro porque muitos acreditavam nele e por causa do seu testemunho seguiam a Jesus. A sua prisão e morte foi um evento essencialmente político.
ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS. - Esta inscrição posta na cruz em que Jesus foi pregado, não apenas tinha o propósito de humilhar, mas era tabém uma clara ameaça. Tanto que Pilatos (Poncio Pilatos) a escreveu em Hebraico, Grego e Latim.
Estava previsto que o Messias também garantisse a continuidade dessa linhagem. Para que isso fosse possivel, era imperativo o estabelecimento dessa linhagem segundo regras específicas. As regras estatutárias para um casamento dinástico-sagrado eram as seguintes: 1 - No inicio de Junho acontecia a cerimônia de noivado, quando a noiva apresentada ao noivo, ainda permanecia na casa dos pais; 2 - Três meses após, em Setembro, seria formalizada a Primeira Cerimônia de Casamento, onde a vida conjugal teria início, embora, nesse periodo, não fosse permitido a conjunção entre o casal. A "noiva-irmã" servia o esposo à distância e só comparecia à sua frente quando chamada por este. É importante notar que a esposa era chamada de almah, virgem ou jovem mulher, na palavra semítica original; 3 - Na segunda metade de Dezembro eram permitidas as relações físicas, para, em caso de gravidez, o filho poder nascer em Setembro, o mês do Perdão, como deveria convir ao Messias; 4 - Caso fosse confirmada a gravidez, após o mês de dezembro, haveria a confirmação do Casamento em Março e eles estariam definitiva e devidamente casados.
Era um sistema bem definido e controlado, onde o casal observava preceitos religiosos e verdadeiro celibato. Assim, longe de ser um casamento de paixões mundanas, o Casamento Dinástico pressupunha o contato físico apenas em periodos permitidos, sob estrito controle. Que Jesus era casado têm-se como exemplo: - Era parte da cultura religiosa judaica, na época, que um homem fosse casado. Um Rabí só seria respeitado e ouvido nas Sinagogas ou nos Templos se fosse casado. Era estritamente proibido a uma mulher judia tocar um homem solteiro em público ou reservadamente na cultura de então. Na época, seria considerado um grande escândalo que uma mulher tocasse um homem judeu em público, principalmente se os dois não fossem casados. Em Betânia (foto), na casa de Lázaro e Marta, havia uma mulher, irmã destes, chamada Maria (Madalena) que podia sentar aos pés do Mestre e, a sós com ele, absorver seus ensinamentos. Numa certa ocasião, foi ela que derramou seu vaso de óleo por sobre a cabeça de Jesus, ungindo-o e enxugando os seus pés em seguida com seus próprios cabelos. Os discipulos e as pessoas presentes não ficaram horrorizados com esse gesto da mulher. As pessoas consideram bastante normal que a mulher tocasse Jesus, lavasse seus pés e os enxugasse com seus cabelos. (Marcos 14.9). Com isso, poderia haver a unção do esposo pela esposa, na confirmação do casamento, quando da comprovação da gravidez. A viúva, também ungia o corpo do marido, como parte final do ritual fúnebre.
Nos Evangelhos é mencionado que algumas mulheres acompanhavam Jesus e o assistiam em diferentes necessidades. São mencionadas em sete ocasiôes diferentes. Das sete vezes em que essas mulheres são listadas, Maria Madalena é mencionada em primeiro lugar em seis delas, antecedendo até mesmo Maria mãe. Seis dias após a ceia em Betânia, uma mulher foi à sepultura onde estava o corpo de Jesus, levando consigo um vaso para ungir seu corpo com o óleo que havia sido reservado alguns dias antes como ele próprio havia pedido. Todos os quatro Evangelhos afirmam que essa mulher era Maria Madalena. Em pinturas feitas pelos artistas mostram Maria Madalena usando uma aliança no dedo esquerdo quando a mulher vai ao sepulcro. Era uma aliança de casamento.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 226

ISTO É O MEU CORPO
No Evangelho de Felipe ele fala de dois tipos de filhos de Jesus: o de sangue e o de discipulos. "O filho do homem recebe a capacidade de criar e a capacidade de gerar, aquele que faz em privacidade, engendra filhos", diz Felipe em seu Evangelho encontrado nas grutas de Nag Hammadi. Esta passagem do evangelho de Felipe fala dos filhos criados e dos filhos gerados do "Filho do Homem". Os filhos criados seriam os discipulos e os filhos gerados seriam os seus próprios filhos de sangue com sua esposa. É possivel encontrar nos Evangelhos e em toda a Bíblia informações de que Jesus casou com Maria Madalena e esse casamento foi algo muito importante, celebrado e lembrado de várias formas, em várias parábolas, como um símbolo de cumprimento daquela que seria a maior missão de um ser humano - a de construir uma família. Tanto é que no Evangelho tem dito sobre o casamento de Jesus: "Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro" (Apocalipse 21:9).
No Evangelho de Maria Madalena, ela diz: "O Salvador disse: 'Todas as espécies, todas as formações, todas as criaturas estão unidas, elas dependem uma das outras, e se separarão novamente em sua própria origem. Pois a essencia da matéria somente se separá de novo em sua própria essencia. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça". Em certa passagem, Pedro perguntou a Maria Madalena: ""Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos". Maria Madalena respondeu dizendo: "Esclarecerei a vós o que está oculto". E ela começou a falar essas palavras: "Eu", disse ela, "eu tive uma visão do Senhor e contei a ele: 'Mestre, apareceste-me hoje numa visão". Ele respondeu e me disse: "Bem aveturada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente há um tesouro".
A Rosa é o símbolo de Maria Madalena, e a Cruz de Jesus Cristo Rei. A rosa de cinco pétalas está relacionada com a estrela de cinco pontas que simboliza o sagrado feminino. Martinho Lutero foi o padre alemão que deu início ao movimento protestante de 1517. Ele descobriu que Jesus foi casado com Maria Madalena, que Maria mãe de Jesus não foi sempre vírgem e que Jesus teve irmãos. Por isso, Lutero abandonou o celibato e casou-se em 1525. Contam que Maria Madalena e José de Arimatéia, entre outras pessoas, inclusive Maria Mãe de Jesus, fugiram para Alexandria no Egito, onde nasceu sua filha, Sara. Depois, rumaram para a França que nesse tempo se chamava de Gália. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries de la Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, Maria Magdalena, seus irmãs Marta e Lázaro, e Maximinio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto dos seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles, depois disso, chegaram a Saintes- Maries (França), onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos. Posteriormente, a Igreja proibiu, com ameaça de morte (inquisição), que se falasse de Madalena como esposa de Jesus, por isso tiveram que inventar que Sara teria sido uma escrava de José de Arimatéia. O povo cigano adotou a Santa (Sara) como sua padroeira e Ela passou a ser conhecida como Sara Kali- padroeira dos ciganos.
A imagem de Santa Sara fica na cripta da Igreja de Saint Michel, onde estariam depositados os seus ossos. Sua canonização consta de 1712. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de Maio, reunindo ciganos de todo o mundo. Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. As pessoas fazem todo o tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender a todos os depositam sua verdadeira fé na santa que o Santo Graal.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 225

JESUS CRISTO
O Cristianismo é uma religião monoteista baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo, que teria nascido por volta do ano 6 a.C., na cidade de Belém, na Judéia (Palestina) e tem, por livro sagrado, a Bíblia. História do Cristianismo trata dos mais de 2000 anos de história dessa religião. Segundo a religião judaica, o Messias, um descendente do Rei Davi, iria um dia aparecer e restaurar o Reino de Israel. Jesus Cristo, um judeu, começou a pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, sendo aclamado como o Messias, mas não foi reconhecido como tal pela unanimidade dos seus concidadãos. Não teria sido o primeiro nem o último a afirmar-se como Messias. A religião judaica conhece uma longa lista de individuos que declararam ser o Messias, que chega mesmo até o século XX. Nanhum deles, todavia, provocou impácto histórico e cultural semelhante ao de Jesus Cristo. Ele, Jesus, foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades judaicas. Cristo foi condenado por blasfêmia e executado pelos Romanos acusado de ser um líder rebelde. Seus seguidores enfrentaram dura oposição político-religiosa, tendo sido perseguidos e martirizados pelos líderes religiosos judeus e, mais tarde, pelo Estado Romano.
Com a morte e ressurreição de Jesus Cristo, os apóstolos, principais testemunhas da sua vida, reúnem-se numa comunidade religiosa composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém. Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a "partilha do pão" em memoria da última refeição tomada por Jesus e administrava o batismo aos novos convertidos. A partir de Jerusalém, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião aos que eram rejeitados pelo judaísmo oficial. Assim, Felipe prega aos Samaritanos, o eunuco da rainha da Etiópia é batizado, bem como o centurião romano, Cornélio. Em Antioquia, na Turquia, os discipulos abordam pela primeira vez os pagãos e passam a ser chamados de cristãos.
Paulo de Tarso não se contava entre os apóstolos originais. Ele era um zeloso judeu e persiguiu inicialmente os primeiros cristãos. No entanto, ele tornou-se depois um cristão e um dos seus maiores, senão o maior missionário (sem contar com o próprio Cristo). Boa parte do Novo Testamento foi escrito ou por ele ou por seus cooperadores. Paulo afirmou que Jesus era o Messias profetizado no Antigo Testamento e que a salvação já não dependia das leis descritas na Torá, mas da fé em Cristo. Entre 44 e 58 ele fez três grandes viagens missionárias que levaram a nova doutrina aos gentios e aos judeus da Ásia Menor e de vários pontos da Europa.
Nas primeiras comunidades cristãs a coabitação entre os cristãos oriundos do paganismo e os oriundos do judaísmo gerava por vezes conflitos. Na Assembléia de Jerusalém, em 48, decide-se que os cristãos ex-pagãos não serão sujeitos à circuncisão, mas para se sentarem à mesa com os cristãos de origem judaica devem abster-se de comer carne com sangue ou carne sacrificada aos ídolos. Consagra-se assim a primeira ruptura com o judaísmo. Os cristãos adotam as regras e os principios do Novo Testamento. Também o espírito missionário dos primeiros cristãos é desconhecido no judaísmo.. O Judaísmo é visto como uma religião baseada num código de conduta requerido aos seus praticantes, não tendo o propósito de converter a humanidade como o Cristianismo.
Em junho do ano 66 inicia-se a revolta judaica. Em setembro do mesmo ano a comunidade cristã de Jerusalém decide separar-se dos judeus insurretos, seguindo a advertencia dada por Jesus e que quando Jerusalém fosse cercada por exercitos a desolação dela estaria próxima. Esse representa o segundo momento de rutura com o judaismo. Após a derrota dos judeus em 70, com a destruição do Segundo Templo, há uma reunião de sobreviventes nas Planícies de Sharon. Esta conferencia produziu resultados importantes: a seita dos Fariseus ganhou importância, tendo conseguido influenciar a legislação que acabou por ser adotada.
A ascensão do imperador romano Constantino representou um ponto de viragem para o Cristianismo. Em 313, ele publica o Édito de Milão através do qual o Cristianismo é reconhecido como uma religião do Império e que concede a liberdade religiosa aos cristãos. A Igreja pode possuir bens e receber donativos e legados.. É também reconhecida a jurisdição dos Bispos. Constantino o descanço dominical, proíbe a feitiçaria e limita as manifestações do culto imperial. Ele também mandou construir em Roma uma Basílica no local onde o apóstolo Pedro estava supostamente sepultado e, influenciado por sua mãe, a imperatriz Helena, ordena a construção em Jerusalém da Basílica do Santo Sepulcro e da Igreja da Natividade em Belém.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 224

A PRINCESA
A história de Maria Madalena, por mais que se rebusque, vamos encontrar apenas o que os autores de livros medievais se confundem ao afirmar de que ela era a mulher que, certa vez, lavou os pés de Jesus Cristo. No entanto, rebuscando a história do tempo de Jesus, encontramos umas afirmações de que Madalena teve uma filha por nome de Sara, daí surgindo a alegoria do Santo Graal, um cálice que seria o ventre da própria Maria Madalena e o Sangue Real que seria Sara, nascida na França ou Gália, como era chamada a região onde a menina nasceu. Sara significa: Princesa, no hebraico. Ou mesmo Raínha. Na França se comemora na cidade de Santa Maria do Mar, entre os dias 22 e 25 de Maio uma festa em honra a Santa Sara. Acredita-se que a menina era de procedencia egipcia o que leva a ter uma cor escura, queimada pelo sol e que por isso lhe adotaram o sobrenome de Kali, também chamada "rainha preta". No entanto, esta cor escura que tinha a menina era proveniente tão somente do sol. De uma forma ou de outra a menina ou jovem já era igual ou talvez uma princesa e foi dada à luz por Maria Madalena, ou no Egito ou mesmo na França na provincia de Santa Maria do Mar. Com o passar dos séculos, Sara foi santificada pela Igreja Católica.
As lendas tem muitas versões, por isso são lendas. Levando-se em consideração o enígma dessa lenda, Maria Madalena era o cálice sagrado (Santo Graal), porque trazia em seu ventre o sangue real, a semente de Jesus. Ela teria passado algum tempo em Alexandria, no Egito e Sara sua filha e de Jesus constutuindo-se na linhagem sagrada. Maria Madalena, por motivo desconhecido fugiu para a Gália com Sara (?) e José de Arimatéia. Lá foram acolhidos pelos moradores, incluindo ciganos. Hoje, Santa Sara é reverenciada pelos ciganos. No entanto, em outras publicações, não se dá o nascimento de Sara no Egito. Diz o estudo que Maria Madalena estava grávida quando Jesus foi crucificado. Para a segurança do filho ainda não nascido de Cristo., ela não teve escolha senão fugir da Terra Santa. Com a ajuda do tio em que Jesus tinha grande confiança, José de Arimatéia, Maria Madalena secretamente viajou para a França, que na época era conhecida como Gália. Ali encontrou refugio seguro na comunidade judaica.Foi na França que deu à luz a uma filha, cujo nome era Sara. O certo é que Sara existiu e foi o fruto da união de Jesus e Madalena.

domingo, 4 de janeiro de 2009

RIBEIRA - 223

SANTO GRAAL
Santo Graal é uma expressão medieval que designa normalmente o cálice usado por Jesus Cristo na Ultima Ceia. Ele está presente nas lendas arturianas, sendo o objetivo da busca dos Cavaleiros da Távola Redonda, único objeto com capacidade para devolver a paz ao reino de Artur. No entanto, em outra interpretação, ele designa à descendencia de Jesus (o sangue real), segundo a lenda, ligada a dinastia Merovingia. Finalmente, também há uma interpretação em que ele é a representação do corpo de Maria Madalena, a suposta esposa de Jesus e sua herdeira na condução da nova religião.
O SIMBOLISMO DO GRAAL
O simbolismo do cálice sagrado, enquanto motivo de poder e fonte de milagres, é tão antigo quanto a História. O SANTO GRAAL teve multiplos precursores e apareceu sob variadas formas antes de ter sido identificado como o cálice do ritual usado na missa católica. Muitas vezes o GRAAL foi descrito não como um cálice, mas como uma pedra. Neste sentido o símbolo é profundamente alquímico, ou seja - a conciliação dos opostos mediante a harmonia entre o céu e a terra. A etimologiada palavra Graal é controvertida. Costuma-se considerá-la como oriunda do latim "gradais" - cálice. Outros dizem que "Graal" vem de outra palavra latina - 'graduale' que significa 'gradual' um livro de orações e cânticos místicos.
Os celtas se referiam ao Graal como um caldeirão e a lenda em torno de um cálice sagrado pode ter relação com a importância que os celtas davam ao caldeirão, onde os druidas preparavam suas poções mágicas. Esse conceito popular lembrava-lhes abundância e renascimento. Muitos personagens míticos dos celtas estavam envolvidos com esse símbolo: Nasciens, foi transportado por mãos invisiveis para uma ilha onde lhe apareceu um caldeirão mágico.: Dagda fortalecia os guerreiros com o alimento do caldeirão. Outro caldeirão célebre foi o pertencente à deusa Caridwwen, que preparou uma poção para infundir sabedoria em seu filho. Os recipientes, como a taça, o caldeirão e os vasos, são símbolos do útero, a matriz da vida e a espada o órgão masculino fecundador. É no vazio que acontece o cíclo permanente de nascimento, morte e renascimento. Os cálices são oferendas ao espírito desconhecido que preside determinado tempo e local, uma oração que se eleva a Deus, pedindo que seu Espírito desça à terra. Este é o significado sagrado da missa católica: dois movimentos em direções opostas - o cálice voltado para o céu e o espírito projetando-se sobre ele - formam o cíclo de dar e receber, o eixo entre o superior e o inferior.
A LENDA ORIGINAL
Antes do século VII, a tradição e a Bíblia proporciaram o desenvolvimento de uma lenda intrigante sobre o cálice sagrado. Diz essa lenda que, antes da criação do homem, houve uma grande batalha no céu. O Arcanjo Miguel e seus anjos guerrearam contra Lúcifer. O adversário e seus anjos combateram ferozmente, diz a Bíblia: "todavia não venceram, nem acharam mais o seu lugar no céu. E antiga serpente, o Grande Dragão chamado demônio ou satanás foi expulso de lá sendo atirado para a terra com seus anjos". Diz a lenda que Lúcifer trazia uma pedra colada na testa, uma esmeralda que funcionava como um terceiro olho. Quando Lúcifer foi atirado pelo Arcanjo Miguel à terra, a esmeralda partiu-se e sua visão ficou prejudicada. Um pedaço permaneceu em sua testa dando-lhe uma visão distorcida de sua situação como anjo caído; o outro fragmento foi guardado pelos anjos. Mais tarde, o Graal foi esculpido neste segundo pedaço.
AS LENDAS DO CÁLICE SAGRADO
Parece que durante sua presença na Terra, o GRAAL necessitou de um abrigo e, dado ao seu caráter espiritual, essa habitação deveria ser um templo especialmente projetado para esse fim e oculto da visão dos profanos. Mesmo se encararmos o GRAAL como um tema pertencente aos planos inexplorados da alma, restam-nos alguns enigmas históricos relacionados com a figura de Jesus Cristo, José de Arimatéia, o Rei Arthur e, mais tarde, com os estranhos acontecimentos que marcaram a vida e agonia dos Cátaros na região do Languedoc, no sul da França. Conta uma antiga lenda cristã, que José de Arimatéia teria recolhido no cálice, usado na Última Ceia, o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação. Em outra versão teria sido a própria Maria Madalena, segundo a Biblia a única mulher além de Maria, a mãe de Jesus, presente na crucificação de Jesus, que teria ficado com a guarda do cálice e o teria levado para a França, onde passou o resto de sua vida. Além das lendas, existem também outras histórias paralelas, como a que conta que o Santo Graal, na verdade, é o corpo de Maria Madalena. Ela seria a esposa de Cristo e deveria ser a herdeira da nova religião. A história diz também que junto ao cadáver desta, estariam preciosos pergaminhos e documentos escritos pelos apóstolos de Jesus e pelo próprio Cristo.Tais pergaminhos, segundo a lenda, são extremamente contraditórios com a Bíblia e portanto um verdadeiro tesouro sobre o legado de Cristo na Terra.
Em 1948, na localidade de Nag Hammadi, foram encontrados pergaminhos que continham evangelhos apócrifos, e cujo conjunto de textos foi chamado de biblioteca de Nag Hammadi. Entre esses documentos antigos encontra-se o "Evangelho de Maria Madalena", que apresenta inconsistências com os quatro evangelhos aceitos pela Igreja. Um dos pontos é que entre os seus discipulos, Maria Madalena é preferida, e é ela que transmite os ensinamentos de Jesus aos outros. Em outro documento, o "Evangelho de Felipe", faz-se referencia ao fatoque Jesus a ama mais que aos outros discipulos e a beija com frequencia. Tudo isso fortalece a hipótese do casamento entre ambos, e que seja Maria Madalena e sua descendencia os verdadeiros herdeiros da religião fundada por Jesus. Um grande argumento em favor dessa união, é a de que era impensável que um judeu, naquela época, chegasse aos 30 anossem estar casado.